Sinasefe participa de audiência pública para debater acordo de greve dos servidores federais

Na última quinta-feira( 28)  a Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados realizou audiência pública a pedido da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O debate teve como foco a avaliação do cumprimento do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024, firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Sinasefe e a Fasubra, que previa reestruturação de carreira e reajuste salarial para os servidores técnico-administrativos da educação federal.

O Sinasefe foi representado por Roni Rodrigues da Silva, coordenador da área dos técnicos administrativos. Apesar de ter sido convocado para a audiência, o MGI não compareceu.  O Ministério da Educação (MEC), enviou Rafael Farias Gonçalves, Coordenador-Geral de Desenvolvimento de Pessoas do Ministério como representante.

Durante a audiência, a deputada Sâmia Bomfim destacou que diversos problemas que motivaram a greve permanecem sem solução, como: reposição das perdas salariais; precarização das condições de trabalho; subfinanciamento das universidades federais, institutos federais e Cefets; necessidade de revogação de normativas que restringem direitos, como o da insalubridade.

Um ano após a assinatura do acordo, o encontro serviu para cobrar do governo a execução integral dos compromissos assumidos, reforçando a importância da valorização e melhoria das carreiras técnico-administrativas da educação federal.

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Jornada Nacional de Lutas se encerra com uma carreata em Brasília

“A educação não se vende, se defende”. Essa era uma das faixas que se destacaram durante a manifestação que aconteceu na manhã desta quinta-feira (10), quando representantes de entidades estudantis, trabalhistas e movimentos sociais realizaram uma carreata que saiu do Palácio do Buriti e seguiu até a Praça dos Três Poderes. A atividade encerra a semana nacional de lutas contra a Reforma Administrativa, por democracia nas Instituições Federais de Ensino (IFES) e pela manutenção do auxílio emergencial.
“Foram várias entidades reunidas contra essa Reforma, que na verdade vai prejudicar a população, sobretudo a mais vulnerável, que precisa desses serviços. Se lutamos por um Estado de direitos, garantias e qualidade de vida para todos, precisamos de um serviço público de qualidade”, afirma a coordenadora do Sinasefe Brasília, Camila Tenório Cunha, que esteve presente na atividade.
Além das faixas, cartazes e palavras de ordem, a manifestação contou com uma apresentação teatral, onde era explicado como o governo Bolsonaro avança em uma necropolítica que desfavorece a população ao desmontar os serviços públicos essenciais, que garantem a vida, a saúde, e a educação de milhares de brasileiras e brasileiros.
“Durante essa semana realizamos uma série de atividades em Brasília para defender os serviços públicos e a democracia das nossas Instituições. Na quarta-feira (09), fomos para a porta do MEC para exigir que o ministro nos recebesse, mas ele tem medo dos estudantes, tem medo da democracia e tem medo dos reitores que foram eleitos e representam a voz da sua comunidade. Hoje (10), a gente encerrou as nossas atividades com uma carreata que saiu do Palácio do Buriti e veio até o Congresso Nacional, encerramos nosso ato na Praça dos três Poderes para dizer não à reforma administrativa é às intervenções autoritárias, golpistas do Bolsonaro nas Universidades e Institutos Federais, para defender o direito à vida, a educação, a ciência, a pesquisa, os direito do povo. A nossa luta está só começando”, explicou o coordenador geral da Fenet, Caio Sad.
Após um momento de falas e exibição de cartazes em frente ao Palácio do Planalto, a atividade se encerrou e contou com manifestações de apoio dos carros que passavam pela Esplanada.